Campanha de Poesias: RESULTADO


Acompanhe aqui o resultado da Campanha de Poesias,
promovida pela Gestão Socioambiental:
Obs:  todas as características originais das poesias foram mantidas.
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Dádivas de Deus


Nesta Terra que habitais

Muita prudência deveis ter

Da maneira que a tratais

Ela irá te devolver



E tudo nesta vida segue,

Este ritmo contínuo.

Ação e reação prosseguem

Sem haver nenhum equívoco.



O respeito à Natureza

Requer sabedoria e compreensão.

E há tanta beleza

Neste mundo de regeneração.



O bom ou mau uso que fazeis

Destas dádivas de Deus.

Terá a lei do retorno, vereis

Para vós e para os seus.



Conviva bem com todos,

E com tudo que vos rodeia.

A Natureza e nós, o todo,

Tudo isso se encadeia.



Deus guiando e abençoando

Vossas boas resoluções.

Ajudando e orientando

Vossas melhores decisões.



Salvar o planeta Terra

Eis a vossa grande missão

E o bem assim coopera,

Para viverdes em comunhão.



Autora: Rosângela Brandão Maia
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Prece



Orai e vigiai

porque sois fortes

e a oração é o suporte

de todas as situações.



Orai e vigiai

Porque sois puras

Ó eternas, criaturas.



Orai e vigiai

porque o fruto é esperado

e não vem acondicionado

com laços de fita azul ou rosa,

mas com o sinal do resgate,

às vezes, com desgaste.



Orais e vigiai

porque no planeta

há muito a ser feito

para o homem, para a terra

e os caminhos são estreitos.



Orai e vigiai

porque nada é impossível

aos que oram

e vigiam em tempo.



Orai e vigiai

porque o tempo

é agora

e a hora é benfazeja.



Assim seja!



Autora: Helena Carolina Zamprogna
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Pasto



Os olhos pastam

o verde dos morros

na solidão própria dos touros.



Possessos

os homens o devastam

e chama de progresso.



A vida a termo

teimosa renasce

enquanto o homem

dribla a si mesmo.



O morro ao mar escorrerá

e a terra vingar-se-á.



Os olhos chovem

o desvaro e não sabem

se ficam ou fogem.



A consequência

da impotência

não tardará.



Das cinzas

das suas obras

o homem renascerá!



Autora: Helena Carolina Zamprogna
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Reflexão

Você sente?
O ar bem puro,
a limpidez da água,
o verde em muitos tons...
E as outras cores
nas frutas,
nas flores...
O perfume delas
e dos frutos maduros...
A terra, base perfeita,
no acolher, sem muros.
Os animais na água,
uns no céu,
voando,
outros, na terra,
povoando...
É a natureza,
este tudo,
de presente!
Você sente?

Autora: Siomara Vilanova Cerqueira
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Bagagem

Traga nos teus olhos
O saber que habita
Teu coração:
Ele te mostrará
A beleza que habita
A criação!
Em cada nuance,
Em cada cor,
Em cada forma,
Sinuosa linha,
Ou esplendor...
Em puro ar,
Vento bem forte
Ou calor...
Em vasto mar,
Lago tranquilo
Ou vapor...
Traga nos olhos
O saber que habita
Teu coração:
Assim viverás a beleza
Que te traz a criação!

Autora: Siomara Vilanova Cerqueira
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Apurando os sentidos

Tenha olhos de ver...
a transparência das águas
enquanto o arco-íris
não se derrama
tingindo de azuis,
verdes, vermelhos,
amarelos, lilases,
ocres,
as águas de tudo,
as pedras brilhantes,
as folhas, as flores,
os galhos, os troncos,
os bicos, as asas, as penas,
os pelos, as peles...
Tenha olhos de ver
as cores manchando
as formas dos montes,
coxilhas e vales...
As cores brincando,
pintando, encantando,
fazendo o cenário.
Cenário de vida,
nossa vida,
tua vida,
vida!

Autora: Siomara Vilanova Cerqueira
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Mãe Terra – sementeira de evolução

O Sol  que  energiza  e  aquece,
o  vento  que  embala,  enternece.

A água do   mar,  “salgada” na mente,
a  água  nascente,   pureza   somente.

Uma  rocha  de  fortaleza,
pedra  preciosa  e  beleza.

Chuva que  limpa  e  abençoa,
raio  que assusta,  mas entoa.

Vulcão ativo, que inspira respeito e ilumina;
tornado  que  envolve  e  não  termina.

Tudo  mais  da  natureza:
amor  infinito,  doação  e  realeza.

Criativa e ativa,
que  tudo tem e a todos abriga.

As almas universais
que aqui chegam e partem.

A Terra que caminha na construção
do amor universal dos seres que aqui estão.

Como na natureza, tudo eleva para
a presente e futura regeneração.

Terra de Jesus, amor universal,
Essência Divina para o Mundo de regeneração.

Autora: Sandra Galli de Lema
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GRÃO

O GRÃO MINÚSCULO DA AREIA
QUE O VENTO CARREGA E RELOCA.
É COMO A ALMA DA GENTE,
QUE EM CADA EXISTÊNCIA PERMEIA.

CRUZA PAISAGENS DIVERSAS,
FAZ E REFAZ A BELEZA.
COMO UM FLUÍDO SE ADAPTANDO,
COM MOBILIDADE E SUTILEZA.

ASSIM COMO O GRÃO
PERMEIA O RELEVO.
TAMBÉM TUA ALMA CULTIVA
DIGNIDADE, ENLEVO.

E DESSA FORMA SUTIL
DE IMPORTÂNCIA SEM IGUAL.
NA CONSTRUÇÃO DO FUTURO,
MATERIAL E ESPIRITUAL.

Autora: Sandra Galli de Lema
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CIDADANIA

O LIXO QUE VEMOS NO CHÃO
NÃO É SÓ UM ENGODO À VISÃO.
DEMONSTRA O MAU SENTIMENTO,
QUE PRIMA NO SEU CORAÇÃO.

OLHA AO SEU ENTORNO!
PRESTA MUITA ATENÇÃO!

A MÃO DESCUIDADA DE HOJE
QUE ACHA NADA AGREDIR
O AMBIENTE EM QUESTÃO.
SERÁ UM DIA, TALVEZ,
A MESMA MÃO QUE FERE A NAÇÃO.

POIS CIDADANIA NÃO É
ALGO QUE VEM DE FORA PRA DENTRO.
É FRUTO DE CONSTRUÇÃO
E GRANDE DISCERNIMENTO.

AQUELE QUE CRESCE E SE APROFUNDA,
EM MEIO A BOA EDUCAÇÃO,
SEMEIA, REGA E FAZ BROTAR CIDADANIA
NA ALMA DE CADA REBENTO.

E UM DIA, MAIS TARDE, QUEM SABE?!
O “SERCIDADÃO” CRESCIDO;
FARÁ A GRANDE DIFERENÇA
NUMA TERRA REPLETA DE AMOR
E ENCANTAMENTO.

Autora: Sandra Galli de Lema
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Degeneração Urbana


Da janela do coletivo urbano

Parado no trânsito desumano.

Olho o Arroio Dilúvio em agonia

Em seu leito mortal,

Sem esperança de algum dia

Sair desse quadro terminal.



E fico a me perguntar

Como pode o ser humano

Cometer tamanho desatino,

Arruinar seu destino,

Degenerando as águas,

Que, alienado, jura não saber,

Mas amanhã seus efeitos vai sofrer.



E quando o coletivo avança

Para cumprir o seu itinerário,

Fica retido na lembrança

O duro e triste cenário,

Um arroio feito lama

Que em vão pede ajuda

E moribundo clama

Por regeneração, não sei de quem.

Que demora, demora e não vem.



Autora: Leda Maria Polese
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Água

Senti-la cair na superfície do corpo
É como seda pura esvoaçando ao vento do porto;

Água energizada vem das profundezas
leva tudo com ela,
revelando todas as escondidas belezas
do ser mais lamacento que assim se revela;

Lago, lagoa, mar, cachoeira
vários nomes damos a este elemento;
Cada nome libera em nossas mentes
as mais diferentes sensações,
mas todas são de força, isto é unanimidade;

Tenho dito que a água é mais bela
do que minha palavras possam descrever;
Sendo assim dou todo mérito a mãe terra
Que me deu-a para viver.

Autora: Tatiana Ávila S. Lampert
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NATUREZA EM SONHO

Onde sopra o vento da esperança
Balança o arvoredo em harmonia
E brinca o filhote selvagem qual criança
Criação perfeita; da vida, melodia

Onde germina o solo, ventre gentil
Dança a tulipa na pradaria
Parador seguro do cervo bravio
Enrubesce a tarde ao cair do dia

Onde corre a ribeira
De água cristalina
Pulsa a Criação inteira
Com sua beleza feminina

E é lá que eu quero estar
No colo da mãe natureza
Sob o olhar zeloso do Pai de amor
Arquiteto-mor de toda essa beleza

Pai: toca fundo o coração das gentes
Extraindo o fel de tamanha ganância
Transformando a todos em regentes
De tão necessária e grande mudança

Permita que esse meu sonho
Contagie toda a humanidade
Para que nossos irmãos desse grande lar
Sonhem juntos uma nova realidade.

Autor: Paulo Roberto Almada Güntzel
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Um Canto à Assis


A natureza festeja em uníssono

E nos diz que Jesus e seu rebanho

Pelas mãos de luz do irmão de Assis

Evocam as graças do Pai Protetor

 Já que descendemos de única Fonte

Fonte que tudo gera e tudo cria

De eterna bondade e sabedoria

Fonte que se chama amor.

Nuvens de fótons circundam o globo

Trazem em suas tramas estelares

Milhares de novos seres

Destinados aos mais altos patamares.

De arquitetura sutil e benéfica

Constituem-se de inteligências aprimoradas

Alguns transmutarão a matéria ainda indômita

Em energia quintessenciada.

Outros chegam regenerados

De longo e árduo caminhar

Vieram ensinar aos mais tímidos

Como incondicionalmente amar.

Que acolha o amor em seu âmago

Sol que brilha dentro de cada ser

Todos ao serviço são chamados

Responsabilidade haveremos de ter

Pois de nossas mãos laboriosas

E dos pés sangrados, calejados

Nasceram frondosas nossas histórias
   De um passado, agora, regenerado.    

                         Autor: Valmir Adriano Antunes                                            
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Ode aos Novos Dias



És bem vinda, Nova Era

Novos tempos chegados são

Em vão repudiam os equivocados

Tentando impedir o inevitável

Que parte da vontade do Pai

Retornarão recompostos, pequeninos viajantes

No seu tempo e quando viável for

E, a Casa em festa, os acolherá novamente

Em condições melhores que outrora

Pois há uma nova aurora

Que cintila no horizonte

É o alvorecer do Amor que nos invade

Colorindo o céu do nosso porvir

É o Cristo em essência e verdade

É o homem assumindo o papel de amar e servir.

Oh! Mundo que se transforma!

Oh! Planeta de nova ação!

Oh! Vida que se reorganiza e brota!

Oh! Terra de Regeneração!

Autor: Valmir Adriano Antunes
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Ninho



Condensada luz, esfera azul, resplandece

Nos campos solares, vestida de noiva

Alberga, em ti, o magma da vida

Úmido véu de prantos carrega

Folhas fósseis a cair da rocha

De uma história que recém começa

Poeira cósmica...

Útero que regenera.

Autor: Valmir Adriano Antunes

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Ecossistema



A sociedade necessita urgentemente

Ser mais atenta com as questões ambientais.

Se por sinal nós não queremos o final

Do ecossistema em que habitamos, muito mais



É necessário! Além de incólumes discursos

Que pairam sempre acrisolados pela inércia,

Hoje a Mãe Gaia quer descanso, pois recursos

Cansou de fornecer a quem faz peripécias



Intelectuais e tecnológicas, porém

Não sabe nem zelar pelo lar que hoje tem.

Salvemos as florestas, águas, ares, terras

E a psicosfera tão manchada pelas guerras!



Meu caro amigo, já que és Homo Sapiens Sapiens,

Saiba: se o teu saber não for sabedoria

E não cuidares do teu orbe noite e dia

Sentido não terá tudo o que tu hoje sabes



Pois onde vais usar i-pads, pen-drives, e-books?

Blue-thoots, i-phones, blue-rays e filmes em 3D?

Como acessar o seu perfil do Facebook,

Se não tiver nem oxigênio pra você?

 Autor:  Alexsander Tartarelli


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Abaixo-assinado

As minhas mãos e uma caneta
São grandes armas que possuo
Pra melhorar esse planeta
Tão belo em que hoje eu me situo!

Pois não adianta rebelar-se,
Tampouco recorrer à guerra,
Para apressar certa catarse
Que já acontece em toda a Terra,

Em tantas ocasiões ferida,
Em outras tão desrespeitada;
De tantas formas destruída,
E em sua beleza devastada,

Que não nos resta alternativa,
Senão mudarmos de atitude,
Pois sem a nossa iniciativa
Como esperar que a Terra mude?

Já não nos cabe outra saída,
Que não revermos nosso rumo,
Conscientizando-nos que a vida
Vale bem mais do que o consumo!

Autor:  Alexsander Tartarelli

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Consequências

Se a nossa habitação não preservarmos
E nossa irreflexão for estendida
Se, por nossa ambição, nos descuidarmos
E não valorizarmos esta vida

É bom acostumarmo-nos à espera
De que o planeta torne-se habitável (como outrora)
E que talvez um dia a nossa esfera
Seja de novo um globo sustentável (sem demora)

 Autor:  Alexsander Tartarelli

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Metamorfose Planetária

Espíritos que vêm e que vão
A experiência capelina é aqui repetida
O transcurso de uma nova vida
Se opera sempre, indispensável e sem exceção

Fecha-se a pálpebra cansada do dia
Noite lúgubre n’alma arrepia
Medo do escuro, de gente fria
Mas não teme aquele que em Deus confia

Madrugada intensa, densa e tensa
Um raio de sol faqueiro abre uma senda
Espetáculo de luz e cor

O homem seus valores repensa
Dos olhos lhe cai a venda
E vislumbra um mundo de amor

Obreiro escolhido
Trabalhador da última hora
No cristianismo revivido
Não pensa mais somente no aqui e agora

Contempla a Natureza e compreende:
É sua irmã disfarçada em flor,
Em fauna, sol, água e cor.
À beleza da vida, o homem se rende

Autor: Paulo Hippen

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Uma Porta Entreaberta



Percorremos estradas várias, nem sempre perfeitas

Algumas foram longas e estreitas

Enquanto outras, curtas e largas

Por isso as lembranças doces e também as amargas



Mas um novo ciclo se inicia

A vida clama simplesmente por viver

Muita gente que aqui chega e estagia

Com convicção quer a justiça e a paz promover



Muitos têm, em seu coração, importante conteúdo:

Antigos valores se tornam sua atual certeza:

Amor a Deus acima de tudo

Amor ao próximo e à Natureza



Por encontrar entreaberta a porta da alvorada nova

Vêm, e aqui começam o trabalho que se renova

De promover o bem sem olhar a quem

Vêm em missão e querem repartir o pão



Suavemente os primeiros traços da regeneração

Surgem no ar, no agir e no falar

Energia de amor, não mais apenas na imaginação

Mas que, em definitivo na Terra, quer se instalar.


Autor: Paulo Hippen  
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A Chave de um Novo Tempo


Novos dias, águas passadas

Viajores doutras moradas

Preparam-se para aqui participar da Nova Era

Faz-se festa na Terra



É a regeneração que se anuncia

Creia ou não,

Dias melhores virão.



Expatriados de outras esferas

Vêm de variadas orbes, de outras eras

Lá, nem tão perfeitas foram suas ações

Mas aqui vêm contribuir em plurais missões:



Avanços da medicina, curas

Descobertas novas, o fim de muitas torturas:

Frutos que o próprio homem semeou.



Trazem impulso à tecnologia, política, estética

Arte, engenharia, à informática, ao ensino e à genética

Mas também à ciência da alma: moral e ética



Oh, Natureza mãe, irmã e amiga

Desvenda todos os teus mistérios

E auxilia em dor amarga e antiga!



A caridade ergue sua bandeira:

“Trabalho, fraternidade e tolerância”

Eis a chave do progresso e da paz verdadeira

Que abre a porta deste novo tempo

  
Autor: Paulo Hippen
 
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Clique sobre as imagens para ampliá-las:
Autor: Vítor Hugo Avila da Silva

Autor: Vítor Hugo Avila da Silva
Autor: Vítor Hugo Avila da Silva

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“Natureza para o Mundo de Regeneração”
Regulamento:
1 – Objetivo da campanha – esta campanha de poesias é uma promoção da Gestão Socioambiental e não objetiva competição e/ou premiação, mas a participação e sensibilização dos frequentadores  da Sociedade Beneficente Espírita Bezerra de Menezes.
2 – Do tema – Natureza para o Mundo de Regeneração.”
3 – Dos participantes Poderão participar os frequentadores, trabalhadores e sócios da Sociedade Beneficente Espírita Bezerra de Menezes (SBEBM).
4 – Das inscrições e participação Os candidatos poderão participar obedecendo um limite de até três trabalhos (poesias). As inscrições estarão abertas, de 23 de março a 30 de maio de 2013 e deverão ser entregues na Secretaria da SBEBM em envelope com identificação do autor e endereçado a Gestão Socioambiental ou por e-mail: ambiental@sbebm.org.br
5 – Dos trabalhos - Só serão aceitos poesias inéditas, até três por pessoa.
A responsabilidade na utilização de todo ou qualquer bem de titularidade de terceiros, cabe inteira e exclusivamente aos participantes da campanha, isentando a Sociedade Beneficente Espírita Bezerra de Menezes e a Gestão Socioambiental sobre a mesma.
6 – Da exposição dos trabalhos: As poesias serão expostas a partir do dia 15 de junho de 2013 no painel na SBEBM e igualmente publicadas no Blog da Gestão Socioambiental:  http://ambientalsbebm.blogspot.com.br/
Os trabalhos farão parte do acervo da Gestão Socioambiental e não serão devolvidos, podendo ser revisados e expostos em outros eventos.

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